segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Borboletear

(foto: hélio chagas)

Encasulando minhas asas aprendi a viver
Entre o tilindar de uma folha e outra
Crescer

Ali, tudo é deveras seguro
Entre uma seda e outra
O escuro

A solidão me faz voar
Entre os perfumes e mel
Acreditar

Em tempos em tempos que saudades de ter
As mesmas flores, folhas, o meu casulo
No mais belo vôo, morrer...

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Modus Operandi

(miguel teotónio)

Sua floresce venta e chove
Nasce anda perpetua e morre

Me acode!

O senso de urgência anda fazendo o que pode
Subindo pelas paredes, me sugando o cangote

Respira acalma um verso retoma
Rabisca apaga ascende a alma

Me acorda!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Frágil realidade


(maria são miguel)

Quando eu sou brisa
Coração ventania
Meus olhos no dia-a-dia
Aqui dentro se revira
Por que quando está bem
Tudo se termina?




domingo, 26 de abril de 2009

Livro Aberto

(joão pinto vieira da costa)

O que os heróis fazem quando acaba a história?
Vestem-se de vilões e começam novos capítulos?
O autor é o mesmo e nem sempre coloca as paisagens que gostariam de ver
As tempestades aparecem sem que consigam prever

Algumas vezes abrem aspas na minha vida e eu sou abrigada a aceitá-las?
Proponho travessões e linhas retas
O dia de heroína e de vilã sou eu quem escolhe
E ponto final.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Os pesos e as medidas

(filomena chito)
Quanto vale a sua calma?
Quantos centímetros seu sorriso?
O seu olhar. Ofusca quantas almas?
Eu sinto tanto. Pelo tudo inalcançável e pelo nada que não faz falta.
Eu sinto. Tanto por você, tampouco pelo o que não fez.
Faça. Pelo o tanto que sinto por você. Ainda há calendários e seus meses que vamos riscando a todo bom dia e boa noite...

Sinta tanto minha presença, quanto eu sinto pela sua ausência.