domingo, 6 de julho de 2008

sobre o vazio


E eu chegava bem-acompanhada de mim mesma

Na festa, personagens que me abraçavam com saudade e eu nem os reconhecia

Histórias com sorrisos, com cheiro do que fui

E eu rodava no salão, trocava todos os refrões tão afinados pelo coro

Dos contentes, tentava arrancar um brilho de olhar

Que me desse uma lágrima pra lembrar do que chorar

Vazia de tudo, peço uma valsa pra terminar a noite

E eu me despeço com um aceno

Cena por cena, me pegava pela mão e me enchia de histórias de mim mesma

Apagavam-se as luzes

4 comentários:

Marina Pavelosk Migliacci disse...

acho q entendi esse sentimento. era exatamente isso q eu vinha sentindo nas nossas boites surtadas. é meio angustiante esse estar sozinha.
entendi direitinho?
lindo, filha.
beijos

Marina Pavelosk Migliacci disse...

onde está boites, leia noites :D

Junú disse...

Eu gosto profundamente de suas palavras! As leio em seu coração! Bjs

TinainLA disse...

OOO, mana!
Muito lindo esse texto... A solidao no meio de todo mundo... Tambem me sinto assim aqui, com a diferenca de que nao conheco ninguem.

Beijomeligafoitudo