Para toda mágoa que vier
Para cada boca desconhecida, minha alma
Me entrego ao acaso, a quem quiser
E a ti que quero
A toda hora
Minha solidão, meu acalanto
O que não falo, eu te componho, canto
Rezando para que se reconheça em uma interrogação que seja
Das minhas frases cheias de mim, interpretações soltas de nós
Para mim, o que reserva?
Hiatos, vãos, espaços, ecos?
Nem cinco minutos dedicados à minha escrita?
Às palavras que enfeito só por ti?
Das minhas horas de fugas
Dedicaria meus ombros para todos os seus choros
De tristeza, de alegria
Mas não há nem cinco minutos de tua vida...














